O dentinho está mole… E agora?

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Toda criança passa pela “fase da janelinha”. Algumas encaram com bom humor, outras sofrem e sentem vergonha até de falar, mas é um fato normal do desenvolvimento humano. Segundo Marcelo Bönecker , professor de Odontopediatria da USP (Universidade de São Paulo), a troca dos dentes tem acontecido mais cedo. Os primeiros dentes caem por volta dos 5 ou 6 anos de idade e as meninas costumam passar por esse processo um pouco antes, em comparação aos meninos.

Em algum dia, seu filho pode começar a sentir o dente mais mole e com o tempo a sua raiz vai soltando, até que um dia ele simplesmente cai ou fica solto a ponto dos pais ou mesmo a própria criança conseguirem puxá-lo. Nesses casos, quando o dente cai ou é extraído em casa, quase não ocorre sangramento. Se houver saída de sangue, basta enrolar uma pedra de gelo em uma gaze e pressionar sobre o local para estancar. Alguns profissionais recomendam que as crianças tomem sorvete após a remoção de algum dente, pois a temperatura baixa provoca constrição dos vasos sanguíneos e ameniza a situação. Depois de aberta a janela, a ponta do dente permanente pode aparecer imediatamente ou aparecer em algumas semanas, mas seu crescimento completo pode levar entre 6 e 8 meses.

Nem sempre esse processo acontece de forma natural, embora essa seja a melhor maneira de garantir um crescimento ósseo normal. Às vezes, antes de um dente cair, seu substituto começa a nascer na posição errada, encavalado no outro. Nessa situação, leve a criança ao consultório para que o dentista o retire. “Como essa é uma fase em que o maxilar e a mandíbula estão em crescimento, o problema costuma se resolver sozinho depois da extração do dente de leite. O próprio movimento muscular de falar e de comer já estimula a correção, sem precisar recorrer aos aparelhos ortodônticos”, esclarece Bönecker.

Há também outro tipo de situação: o dente está mole, quase caindo, mas a criança não quer extraí-lo. “Existe um fator psicológico. Algumas crianças lidam muito bem com isso, enquanto outras sentem que é uma perda. E não deixa de ser… O importante é fazer com que o acontecimento não seja traumático e ajudar a criança a encará-lo com naturalidade.

Fique atento: se a raiz estiver quase se desprendendo e ainda assim a criança não quiser extrair, talvez seja a hora de levá-la ao consultório de um odontologista e pedir a avaliação de um especialista.

Caiu… E agora? Você sabia que pode dar destinos muito nobres para o dente de leite do seu filho?

Após guardar o dente extraído em um recipiente com soro fisiológico, dentro de uma caixinha de isopor com gelo, sugerimos duas opções:
– Doá-lo para uma universidade de odontologia da sua cidade, onde podem ser úteis para diferentes tipos de pesquisa e para o estudo da anatomia durante as aulas.
– Entrar em contato com laboratórios ou universidades que realizam pesquisas com células-tronco.

“As pesquisas com célula-tronco estão cada vez mais avançadas. Aquelas encontradas na polpa dos dentes contam com a facilidade de acesso, já que o dente cai naturalmente”, explica Marcelo Bönecker, professor de Odontopediatria da USP (Universidade de São Paulo). É de lá o Projeto Fada do Dente, focado em pesquisas sobre o autismo infantil.

Se precisar extrair um dente permanente por algum outro motivo, ele também pode ser doado – sua polpa contém células-tronco do mesmo jeito. “Trabalhos recentes mostram que essas células oferecem grandes possibilidades de sucesso em tratamentos de doenças como lúpus e diabetes”, aponta o professor.

Dra Elisabeth Fernandes – Clínica Pediátrica Crescer – 2786-4299

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