Obesidade infantil: fatos

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Obesidade cresce vertiginosamente nos últimos 30 anos. Pesquisas americanas mostram que atualmente, 31% dos adultos e 18% das crianças e adolescentes de 2 a 19 anos são obesos, definidas pelo índice de massa corpórea aumentado.
A maioria dos casos de obesidade está relacionado com aumento da ingestão diária de calorias em relação ao gasto calórico total. Causas secundárias de obesidade como doenças e medicamentos são muito raras.
A perda de peso requer restrição calórica e prática adequada e constante, de exercício físico.
As consequências a médio e longo prazo da obesidade incluem problemas físicos, pscicológicos e econômicos.
Prevenção da obesidade requer uma alteração no estilo de vida social/cultural desde a infância.

Como é feito o diagnóstico de obesidade infantil?

Em crianças até os dois anos de idade, a obesidade é diagnosticada pelos gráficos de crescimento com percentis maiores que 95.
A partir dos dois anos de idade, é utilizado o índice de massa corpórea calculado pelo peso dividido pela altura ao quadrado (IMC= peso/altura2)
Baixo peso – IMC menor que 19 (percentil abaixo de 5)
Peso ideal – IMC entre 20 e 25 (percentil entre 5 e 85)
Sobrepeso – IMC entre 25 e 30 (percentil entre 85 e 95)
Obesidade – IMC > 30 (percentil acima de 95)

Para saber o IMC de seu filho, clique aqui:

IMC

10 dicas para o seu filho querer comer de forma saudável:

Não restrinja a comida.
Restringir a comida aumenta o risco de sua criança desenvolver distúrbios alimentares no futuro como anorexia e bulimia. A restrição pode ter um efeito negativo no crescimento e desenvolvimento infantil.

Crie um ambiente saudável em casa.
Este é um dos principais passos para tornar a criança saudável. Tenha sempre disponível em casa opções de alimentos saudáveis e não esqueça que as escolhas dos pais são exemplos para os filhos.

Mantenha alimentos saudáveis a disposição das crianças.
As crianças vão escolher o que estiver nos lugares baixos e de fácil acesso, sendo assim deixe frutas sempre visíveis ao invés de bolachas e doces. Lembre-se que as crianças só comerão o que tivermos disponível em casa.

Não rotule comidas “boas” ou “ruins”.
Ensine para as crianças que a proteína é importante para o bom crescimento, assim como o cálcio do leite e derivados é importante para os ossos.

Elogie sempre as escolhas saudáveis.
Dê um grande sorriso e mostre que a escolha feita pela criança foi a mais saudável e inteligente.

Não brigue quando as crianças optarem por escolhas menos saudáveis.
Se a criança escolher uma opção menos saudável, ignore, não dê atenção, não critique. Se a criança optar sempre pelas opções mais gordurosas como frituras e doces, redirecione a sua escolha. Mostre em casa outras opções do mesmo alimento como batata assada ao invés de frita. Se a criança pedir por um doce, ofereça frutas com uma pequena calda de chocolate e não uma barra inteira de chocolate.

Nunca use comida como recompensa.
Recompense as crianças com brincadeiras, atividade física ou um passeio num parque.

Sente-se à mesa para jantar em família todos juntos.
Se isso não é um hábito em casa, deveria ser. Pesquisas mostram que crianças que jantam à mesa com os seus pais tem hábitos mais saudáveis e menos propensão à obesidade. Esforce-se para jantar com as crianças à mesa ao menos 1 vez por semana, e gradativamente aumente para 3 a 4 vezes até que o hábito seja criado.

Prepare pratos na cozinha junto com as crianças.
Faça receitas saudáveis e coloridas próprias para as crianças. Isso incentiva as crianças a comerem de forma mais saudável e de maneira mais divertida.

Dê alguns direitos de escolha para as crianças.
Coloque no prato 3 a 4 tipos de legumes ou saladas e peça para eles darem uma nota para cada item. Os que eles menos gostarem, pode ser oferecido menos vezes na semana.

Fonte: Centers for Disease Control and Prevention, USA.

http://www.cdc.gov/obesity/index.html

(Foto destaque: Freepik)

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