Existem mais pais hiperpassivos do que crianças hiperativas

Por que as crianças se comportam mal?
6 de junho de 2019

Hiperatividade é um termo que se tornou muito comum e os maiores responsáveis por isso são os pais, que buscam nesta condição uma forma de justificar o fato do filho ser inquieto, falar demais, não prestar atenção na aula…

Pensando nisso, a frase “Existem mais pais hiperpassivos do que crianças hiperativas” se torna pertinente, concordam? Vamos avaliar os fatos!

Ao longo dos anos a rotina se tornou bastante corrida e cheia, nos dia-a-dia os pais estão muito ocupados, estressados ou sem tempo e por isso, acabam passando pouco tempo com os filhos, e quando passam, é de forma passiva.

Esse hábito afeta as crianças, pois o cansaço tira da família a vontade de conversar, interagir, brincar ou assistir um filme todos juntos que seja, e as crianças acabam sem gastar a energia que tem guardada, o que provoca sintomas de ansiedade, estresse, tristeza excessiva, tédio, etc.

É aqui onde a frase acima se explica: Os pais ficam tão preocupados com a situação da criança que recorrem à neurologista, terapeutas, psicólogos a fim de confirmar que o filho é hiperativo.

Nessa jornada, os pais ficam dando voltas por consultas com diversos profissionais para diagnosticar seus filhos como hiperativos para ficarem tranquilos e, no pior dos casos, medicá-los. Para então, voltar a agir de forma hiperpassiva.

O fato é que não existem tantas crianças hiperativas, existem pais que não conseguem, por algum motivo, assumir totalmente de forma responsável a paternidade/maternidade, não são conscientes do que isso demanda.

Não podemos negar que a ajuda médica é a melhor opção, mas em alguns casos basta que os pais se esforcem para criar outras formas de estar com os filhos e dêem atenção as necessidades da criança.

Passar mais tempos com os filhos é fortalecer vínculos parentais, o que sem dúvida, é a base para o bom desenvolvimento psicoemocional das crianças.

Clinica Pediátrica Crescer

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